Retalhos de almas

Afinal, todos somos como Lord Voldemort. Queremos deixar partes da nossa alma espalhadas pela cidade afora, para que sejamos imortais. Claro que ele, com as horcruxes, queria algo diferente de nós.

Só queremos ser lembrados como alguém que marcou alguém.

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Dorianas paulistanas

A cidade está morrendo.
Vermes já estamos corroendo suas entranhas.
Tudo começa a apodrecer ao redor.
O corpo frio perde as cores.
Como as paredes dorianas, fica cinza.

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A criança amaldiçoada

J. K. Rowling tem, com Harry Potter, a mesma dificuldade que Arthur Conan Doyle teve com Sherlock Holmes: a personagem fez um sucesso estrondoso e o público nunca aceitou o fim das aventuras, obrigando o autor a “ressuscitá-lo” (no caso de Sherlock, literalmente) para que os leitores pudessem se deliciar. Conan Doyle fez isso muito melhor do que Rowling tenta agora fazer.

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SP, 463 lágrimas

O céu cinza escorre pelas paredes
em gotas outrora coloridas –
um inverno no verão de São Paulo.

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Morte sólida em tempo líquido

Logo na primeira semana, o ano de 2017 já indicou que o mundo continuará se liquefazendo sem poupar ninguém. É que o grande sociólogo polonês Zygmunt Bauman morreu em 9 de janeiro, aos 91 anos de idade.

Bauman passou boa parte da vida nos mostrando o quanto estamos perdidos no mundo. Nada para a nossa geração é eterno, tudo é passageiro. Algo líquido. Que se movimenta conforme a dança e que se adapta a quase tudo, o bom ou o ruim.

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