Pactuando

Michel Temer não consegue
deixar o pacto para lá:
antes era com o tinhoso,
hoje, pior – ele trata com Jucá.

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O show do golpe

O nada excelentíssimo presidente Michel Temer teve uma primeira semana difícil no governo. Tudo começou no Fantástico, o show do golpe, que revelou que ele não é um presidente em exercício, afinal uma breve caminhada pelo palácio onde mora é suficiente para ele.

Temer também afirmou ter a intenção de trazer às secretarias dos ministérios do governo representantes do Mundo Feminino, que estão em outra galáxia, em outro sistema solar e chegariam ao planeta Terra em algum disco voador que pousaria em Varginha, Minas Gerais.

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Governo de salvação

O vice-presidente Michel Temer assumiu a cadeira de Dilma Rousseff na tarde do dia 12 de maio de 2016, uma quinta-feira, com o apoio de Aécio Neves e um ministério sem nenhuma mulher, dizendo que o que pretende fazer com o Brasil é um “ato religioso, um ato de religação de toda a sociedade brasileira com os valores fundamentais do nosso país”. Aleluia.

Durante discurso no Palácio do Planalto, o presidente interino afirmou que “é urgente pacificar a nação e unificar o Brasil, é urgente fazermos um governo de salvação nacional”, para alegria da imprensa, que espalhou ao vento a marca de super-herói. Resta saber qual nação o governo salvará. 

Em todo o país, veículos impressos de comunicação deram ênfase ao discurso conservador de Temer, que ficou rouco e pediu uma pastilha em rede nacional de rádio e televisão. A empolgação da imprensa mostra um pouco da parcialidade como tem sido acompanhado e divulgado o processo de impeachment.

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Primeira página do afastamento

O dia 12 de maio de 2016 marca a história do Brasil como a data em que uma presidenta foi afastada após senadores aceitarem a abertura de um processo de impeachment. Apoiado por grandes veículos de comunicação, o golpe deu a Michel Temer a presidência interina do Brasil.

Ontem (11), destacamos o alvoroço dos veículos de comunicação impressos e hoje também vamos analisar algumas capas e artigos, a seguir, considerando que devido ao horário da votação, muitos jornais circularam sem a informação final.

Os editoriais de O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão trazem argumentos em busca de legitimidade para o processo de impeachment, que tem sido tratado pela presidenta Dilma como um golpe. 

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Jamais temer

O impeachment é constitucional. É claro que é.

O grande problema, o que torna o processo um golpe, é tornar o julgamento de um representante eleito pela maioria por questões políticas e não levando em consideração as evidências jurídicas, até porque as que foram apresentadas contra Dilma Rousseff são risíveis.

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