Engracia: uma mistura de culturas


Russa, com traços angolanos, coração holandês, sotaque português e “calor” brasileiro, de uma mulher de “vida boêmia e que gosta de discoteca”, que gosta de turismo e cultura; e que é aventureira e desafiadora da vida.

Engracia Simão tem 20 anos, nasceu na Rússia e mostra-se uma pessoa séria, determinada e que procura sempre ser independente, o que podemos notar em sua história: nunca morou por muito tempo com os pais e viveu em diversos países: Portugal, Holanda, Angola e, agora, Brasil – na conhecida rua Oscar Freire –, onde está para cursar jornalismo.

Sua mãe é médica e saiu de seu país, a Angola, justamente para estudar medicina. Já seu pai, faleceu, e ela diz não ter muitas recordações em relação ao fato. No país, está acompanhada por sua irmã de 10 anos, a quem chama de “hiperativa”, que tem mostrado uma superação.

Engracia, dos países em que viveu, sente saudades da Holanda, “da paz que eu tinha lá”, mesmo tendo sido apedrejada por um grupo de skinheads em uma cabine telefônica. “Tinha medo de carecas e brancos”, conta. Lá, viveu por 4 anos em um internato, com outras crianças, jovens e adultos e disse ser uma das poucas negras nas turmas da escola, porém não ter notado discriminação dos colegas e amigos e ressalta o bom acolhimento que ofereceram a ela.

Em Angola, relata que a vida é muito cara, já que tudo é importado, e sentia a exclusão social por esse motivo. Quando questionada sobre as semelhanças entre o Brasil e a Angola, citou a música animada e a corrupção.

Antes de visitar o Brasil, tinha a imagem de que era “tudo lindo: carnaval, festa, bebida… Não se falava muito da violência”, porém em Portugal, essas idéias foram “corrompidas”, pois o divulgado era apenas “mulheres prostitutas” e “homens ladrões”, além da “falsidade das pessoas”. Entretanto, ela gostou do país, principalmente da “maneira calorosa” dos tratamentos tupiniquins e também se diz animada com isso: “É meu jeito de ser”.

Comentando sobre a escolha da formação jornalística, cita sua referência na área: o angolano Ernesto Bartolomeu do “boa noite”, o William Bonner africano, como comentaram os colegas durante a entrevista. Quanto a escolha da área, disse: “O que eu não consigo, tenho que deixar para os outros fazerem, e me dedicar ao que sei fazer”.

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3 comentários em “Engracia: uma mistura de culturas

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