Tome sua cruz


São Tarcísio, padroeiro de coroinhas e acólitos.

Tarcísio viveu em Roma, na época em que Valeriano, imperador, perseguia os cristãos. Era acólito (e não coroinha): foi ordenado à função pelo Papa Sisto II, que tinha grandes “dores de cabeça” para levar o Corpo de Cristo aos prisioneiros necessitados do “Pão dos Fortes” (os perseguidos assim denominaram, no cárcere, a Eucaristia). O menino, de 12 anos, ofereceu-se para levar a Comunhão escondida, já que ninguém suspeitaria de uma criança: ele prometeu não entregar as hóstias; preferia morrer a fazer isso. O Papa, então, confiou-lhe uma teca (recipiente em que a hóstia consagrada é levada a quem não pode ir a missa) de prata, com a Eucaristia, para que Tarcísio fosse à prisão. Ao passar pela Via Ápia (uma das principais entradas da Roma Antiga), foi parado por homens, que queriam saber o que ele segurava com as mãos no peito. Ele não contou, nem mostrou o que carregava. Os rapazes bateram e apedrejaram o acólito, que morreu. Martirizado, foi revistado pelos homens, que nada encontraram: o Corpo de Cristo havia desaparecido.

Príncipe dos poetas brasileiros, Paulo Bomfim escreveu que “o jovem precisa de um tema para viver”. O tema de São Tarcísio foi Jesus. Ele tomou a cruz e seguiu os ensinamentos do Redentor.

O padroeiro dos coroinhas (ao qual é dedicada a data de 15 de agosto), dos acólitos e dos cerimoniários é o nosso exemplo para atentarmos à vocação fundamental, que, segundo a formação da Canção Nova, é “o chamado de cada pessoa à vida, a ser Filho de Deus, a ser cristão, a ser Igreja. É um chamado a desenvolvermos plenamente todas as nossas potencialidades.”. Em todos os textos do BISA deste mês, você encontra as explicações e exemplificações das vocações. Mas apenas você sabe de seus potenciais. Uns têm o dom de se expressar através da fala, da escrita; outros por meio da música; entre tantos outros dons: mas enquanto a chama não aumentar, o fogo corre o risco de ser apagado com o vento.

A coluna lança neste mês um desafio para o leitor: descobrir o seu dom pessoal. Como se faz isso? Na prática. O que você gosta de fazer pode ser o seu maior talento, pode ser também a sua vocação. Tome sua Cruz a exemplo de Tarcísio e siga Jesus, sem medo. Afinal, jovens não têm medo de nada, não é?

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5 comentários em “Tome sua cruz

  1. Espetacular sua postagem. Conta uma belíssima história, que nos remota à vocação, crença, e provoca uma grande reflexão no final. Vi que , além de tudo, é preciso ter convicção naquilo em que se acredita. É o princípio de tudo, acreditar de verdade!

    Um abraço

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