Uma pequena história da mídia


Em função do dia internacional do jornalista, em 8 de setembro, o BISA conta um pouco do que é a gigante imprensa.

A história da mídia passa a ser contada a partir da prensa que utilizava tipos móveis (caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou de chumbo arrumados numa tábua para formar frases do texto), inventada por Johann Gutenberg, no território que hoje corresponde à Alemanha, no século XV (ano de 1450, aproximadamente).

A imprensa se desenvolveu num contexto da consolidação do mercantilismo (e em decorrência disso aumentou o número de alfabetizados), em que a informação passada resultava num aumento das vendas; e no aumento das áreas urbanas, que necessitavam da difusão de informações fundamentais; o que, no conjunto, influenciou o desenvolvimento de indústrias, como a de papel, e do investimento na produção de novas prensas. Os primeiros jornais (que tinham notícias comerciais e econômicas) surgiram em grandes centros, como Veneza e Nápoles, onde as publicações eram vendidas pela moeda local, a gazeta, que popularizou o nome de muitos veículos de comunicação hoje conhecidos. Assim, com a necessidade de informação e de conhecimento, depois de anos de desenvolvimento (aqui omitidos), chegando à era atual da internet, a mídia tem hoje no papel do jornalista (diplomado) o grande poder de influência: o chamado Quarto Poder (sim, o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a Imprensa, que fiscaliza os três e mais um pouco).

Dica é o livro “Uma História Social da Mídia”, de Asa Briggs e Peter Burke.

O jornalismo foi (e é) essencial nos grandes movimentos revolucionários do mundo, até por seu poder de influência, e também é importante nas grandes “confusões” (digamos assim) políticas. Podemos citar o Caso Watergate, em que os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do The Washington Post, investigaram a ligação do presidente Richard Nixon com operações ilegais contra a oposição, o que causou a renúncia do sucessor de Lyndon Johnson na presidência dos EUA. A propósito, Nixon vazou na televisão brasileira rindo e descontraído, momentos antes de aparecer para o resto do mundo “chorando a renúncia”, em agosto de 1974.

Exatamente por toda essa história da comunicação (nos pouquíssimos fragmentos aqui citados) e por tudo o que foi conquistado nela, a população não pode se deixar limitar por uma visão parcial (mesmo que a imparcialidade seja mito) de um acontecimento: o outro lado pode causar revoluções e melhorar o mundo.

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5 comentários em “Uma pequena história da mídia

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