Para fazer música de seu texto


Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Por quê?“O jornalista é um eterno sonhador: mal termina uma guerra, começa outra. (…) Seu coração só bate forte e pleno quando ele põe para fora todo o seu inconformismo cem relação que presume estar errado”, é o que afirma Edgard de Oliveira Barros no livro Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Por quê?, lançado pela Editora Plêiade em 2010, numa parceria com Ana Tereza Pinto de Oliveira.

Com o objetivo de auxiliar estudantes de jornalismo na produção de um texto mais claro, conciso e rico em informação, “Maneira prática de escrever um texto jornalístico” responde às dúvidas comuns no mundo da comunicação: o que é pauta? o que é lead? onde deve ser colocada a vírgula? o que é o jornalismo, afinal?

A primeira parte do livro, “Isto vai dar manchete…”, foi escrita por Edgard Barros – foi ele quem criou a famosa manchete “Pelé, jogai por nós”, de 1966, ano da Copa do Mundo da Inglaterra. Formado em Direito, sempre trabalhou com comunicação (começou nos “Diários Associados” de Chateaubriand), e na obra analisa como deve ser feito o trabalho jornalístico. Com mestria e exemplos lúdicos, fala desde a seleção de pautas até os erros que se tornam célebres, caso da história de como o Corinthians virou “Timão”, contada com exclusividade no livro. O professor ensina: “O jornalista é aquele que sabe de tudo, mas não entende de nada”. O docente das Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) afirma ainda que o jornalista deve fazer do texto uma música.

Mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Ana Tereza Pinto de Oliveira usa a seção “Em português bem claro!” para ensinar como o leitor irá preparar letra e melodia da música textual. Explicando a comunicação humana, a professora da USP (Universidade de São Paulo) e também da FIAM exemplifica usando acontecimentos reais, como a propaganda de uma escola de idiomas que dizia: “Duas línguas dão mais prazer do que uma”. Ana Tereza ensina que o poder jornalístico de produzir linguagem tem que contribuir com o bem do público.

Boa noite, seu Bonner! Cadê a Fátima?
O projeto gráfico, as ilustrações e a capa do livro são de Jean Takada.

Conceituar textos e detalhar cada gênero da área jornalística é importante, mas não tanto quanto é saber utilizar corretamente o código da linguagem. Há um apoio funcional rígido especial para os focas (jornalistas iniciantes): dúvidas aparentemente simples, mas muito comuns, são solucionadas e devidamente treinadas com batalhões de exercícios. Tudo isso com discurso didático agradável e até divertido.

O livro, que tem 312 páginas e custa R$ 30, é um exemplo de como a cultura e a educação, para alcançarem um público maior e obterem mais eficiência, podem ser desenvolvidas com escrita bem-humorada e “em português bem claro”.

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7 comentários em “Para fazer música de seu texto

  1. PARECE SER UM LIVRO OTIMO, ESPECIALMENTE PARA QUEM QEUR ENTRAR NA AREA, PARACE TER BONS CONSELHOS..E SOBRE OS GRAFICO ACHO QUE FORAM IDEAIS..NADA DE MUITO BEM FEIITINHO..AFINAL DE CONTAS E PARA JORNALISMO NAO DE FALAR SOBRE COMICS…PARABENS..ABRAÇO

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