Diabetes: “Eu não aceitei a doença”


Thayrine Dias de Moraes (foto: arquivo pessoal) “Tive perda de peso, aumentei o consumo de água e a ida ao banheiro. Fiz exame de sangue e foi diagnosticada a doença”, conta a estudante de Nutrição Thayrine Dias de Moraes, 18, que é portadora do diabetes tipo 1 (DM1).

Thayrine relata que não aceitou o diagnóstico e desistiu de tomar insulina. Ela passou a conviver melhor com a doença depois de participar de um acampamento da Associação de Diabéticos Juvenil, a ADJ, com crianças, adolescentes e adultos.

A doença

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a DM1 “é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina”. As células beta, do pâncreas, produzem o hormônio (a insulina) que regula o nível de glicose no sangue.

Não se sabe ao certo como se adquire o diabetes, apesar de existirem casos em que, ao nascer, algumas pessoas já portem genes que as predispõem à doença, mas não acontece sempre. “Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus”, explica a SBD.

Os sintomas que podem se manifestar em pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue são destacados pela Sociedade: “Vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; e vômito”. Ao apresentar sintomas, deve-se procurar orientação médica para realização de exames.

A vida com o diabetes

Thayrine diz que o preconceito existe, principalmente quando ela precisa realizar injeções de insulina em locais públicos.

Quando estudava na EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Comandante Gastão Moutinho, professores não permitiam que ela fizesse medição de glicemia nem que fosse ao banheiro (o portador do diabetes tem necessidade de urinar com mais frequência), mesmo a escola tendo conhecimento da doença.

Uma professora de Inglês expulsou Thayrine da aula, por não aceitar os procedimentos de injeção de insulina. Depois de o pai, Marco Aurélio Moraes, reclamar, a direção reservou uma sala para que a aluna, com uma seringa, aplicasse a insulina. “A professora pediu desculpas e mesmo não achando certo o que ela fez, disse que estava tudo bem.”

Atualmente, a estudante utiliza em seu tratamento uma bomba de infusão (que faz o controle das injeções de insulina), além de consultar um médico a cada três meses e ter uma dieta acompanhada por nutricionistas. “Depois que comecei a usar a bomba, tive mais liberdade, já que não preciso ficar aplicando [insulina] a todo momento.”

Ela afirma que hoje aceita o diabetes: faz parte dela. “Cada vez mais, tento aprimorar meus conhecimentos, assim posso cuidar melhor de mim e também ajudar outras pessoas”: por isso, Thayrine escolheu Nutrição como sua área de trabalho.

14 de novembro

Dia Mundial da (ou do) Diabetes

O Dia do Diabetes 2011, tem como tema: “O diabetes não discrimina: pode ocorrer em jovens ou idosos; ricos ou pobres; homens ou mulheres”.

Consultar um médico regularmente e realizar exames de sangue para a prevenção é recomendação da Sociedade Brasileira de Diabetes (www.diabetes.org.br).

O segundo tema que será pautado em 14 de novembro vai mostrar a importância dos cuidados com a saúde: “O diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos”.

Atualização (14 de novembro de 2012):

O tema  de 2012 é “Diabetes: proteja nosso futuro”. O foco da campanha é necessidade de conhecimento sobre a doença e uma busca pelo aumento dos programas de prevenção.

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30 comentários em “Diabetes: “Eu não aceitei a doença”

  1. Eu não tive uma convivência direta com pessoas portadoras de diabetes, mas sei que é uma doença que limita demais a pessoa, e é dificil imaginar viver com tantas limitações.
    Gostei da forma simples que seu texto explana este tema.

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  2. Gostei muito do seu blog, parabéns! Sou estudante de jornalismo e já é mais um blog para acompanhar, com certeza. Minha avó faleceu devido a diabetes, sou meio paranóica com isso, se eu apresentar qualquer um desses sintomas, mesmo que separados e esporadicamente, fico pensando que pode ser a doença.
    Enfim, parabéns novamente e aguardo sua visita!
    Um ótimo sábado! (:

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  3. Que tipo de escola é esta que não permite um aluno se tratar? Deveria ser crime. É inadmissível. As pessoas eram ao pensar que diabetes é uma doença de pessoas idosas. Hoje em dia ela aparece com muita frequência em crianças e adolescentes. Infelizmente. A Thayrine está certíssima em se tratar e ajudar aos outros.

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  4. Bem interessante o caso da Thayrine ter diabete logo cedo na flor da idade , minha tia e minha mae possui diabete ha muito tempo deve sei como é bem dificil pra essas pessoas conseguirem entrar em uma dieta alem que minha avó morreu de diabetes foi uma coisa que sempre nunca esqueci digo pra Thayrine se cuida em pois é dificil uma menina tão jovem e linda com vc ter uma doença logo na adolesecencia alem de ficar chateado com a atitude da professora de expulsar ela da aula por tomar insulina sendo que ela esta se tratando de uma doença que mata mta gente que deus ajude vc a controlar essa doença tão devastadora!

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    1. é bem legal a ação que vc fez no seu blog em falar sobre a diabete ela é uma doença que pode ser controlada pessoas podiam fazer mais açoes no dia do diabetes o que fazem é pouco para as pessoas tomarem atenção sobre essa doença

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  5. Parabéns pelo blog, por esse post em que vc trata de forma séria um assunto em que muitas pessoas desconhecem (mais do que imaginamos).

    Eu não sabia que disturbios emocionais podem causar diabetes.

    Vou deixar nos favoritos aqui.

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  6. A ajuda a essas pessoas em 1° lugar pelo menos vc foi o cara em se empenhar em falar sobre isso , Parabens sobre a entrvista sobre diabtes foi boa poucas pessoas fazem essas ações com saúde,dietas , tecnologia e entre outras parabens pela ação

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  7. Nossa atitude é fundamental. Na verdade o que chamam de doença é apenas um movimento diferente. Quando estamos em sintonia com o Universo desenvolvemos a equanimidade e despertamos um potencial ilimitado de criação e transformação.

    É um prazer conhecer seu trabalho, gratidão por compartilhá-lo.

    Te convido a conhecer e seguir meus blogs

    http://artcosmica.blogspot.com (blog onde registro toda a forma de arte que encontro em minhas viagens, arte de amar, servir e transformar)

    http://nomadevarno.blogspot.com/ (blog onde compartilho as terapias holísticas que ensino)

    Será um prazer sua companhia nesta jornada.
    Gratidão.
    Abraços de luz
    Varno Nômade

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