La mano de Dios


295546_10151341657629632_487713575_nHabemus papam – e não é que mais uma vez o Brasil perdeu para a Argentina? Estou ficando cansado dessa história, sabe… Até na eleição de papa! Precisamos dar um jeito nisso.

Pelo menos agora os hermanos podem dizer que ganharam alguma coisa com la mano de Diós, de fato, só para recordar aquele gol do Maradona contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do Mundo do México, em 1986 – ano do desastre nuclear em Chernobyl, que não tem nada a ver com o que estamos falando, mas que vale o momento cultura dispensável.

O papa comemorou a vitória tomando champanhe e disse aos cardeais: “Que Deus perdoe vocês pelo que fizeram”. Cheio das graças esse argentino aí… Adorei que disseram até que a fumacinha branca da chaminé da Capela Sistina foi patrocinada pelo tio Mara(,)dona.

E como se não pudesse ser mais trágico, Francisco (como será chamado) é sócio do time argentino San Lorenzo. Trágico por que raios? Porque isso significa que ele é fanático por futebol e é bem provável que durante a Copa do Brasil levante a bandeira dos hermanos lá no Vaticano, durante os jogos.

Além disso, minha imaginação cabulosa pensa no cara que está à frente da Igreja Católica pulando durante gols, tomando cerveja, comendo churrasco e xingando o juiz. Gente, gostei desse papa!

No primeiro pronunciamento o cardeal que era chamado de Jorge Mario Bergoglio, disse: “Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo…”. Realmente, a Argentina é o fim do mundo, a América Latina é o fim do mundo. Mais do que uma ironia, isso pode ter sido uma doce crítica.

Além disso, “antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo”. Nunca pensei que, em vida, fosse ver novas cenas de humildade no alto cargo da igreja, como era com João Paulo II.

O papa JP disse uma vez, em 2002: “Nossa Senhora do Calvário, dai-me forças físicas e espirituais para que eu leve até o fim a missão a mim confiada por Cristo ressuscitado”. E, com várias doenças, mal conseguindo falar e se movimentar, ele foi papa até o fim e sempre fez seu trabalho com muita responsabilidade – e isso dispensa comprovações. Foi ele, aliás, quem pediu perdão público, em nome de todos os católicos, por todas as injustiças cometidas contra os não católicas no decorrer da história.

O primeiro destaque do papa já como papa foi ir ele mesmo ao hotel buscar seus pertencer e pagar a conta, mas também, ir de ônibus (!) com os cadeais, sentado numa poltrona desconfortável, para ir rezar missa.

Algo me diz, leitor, que teremos um papa diferente. Meu santo bateu com o dele. Talvez seja mesmo de uma figura como a dele que a Igreja Católica precise – e isso fica acima da nossa torcida que era pelo Cardeal Scherer, que eu chamo de Dom Odilo, que não foi eleito. Francisco se curvou diante dos fiéis.

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