São Paulo terá a 1ª Delegacia da Pessoa com Deficiência do país


def1O governador Geraldo Alckmin assinou nesta sexta-feira (3) o decreto que cria a primeira Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do país. A unidade especializada começa funcionar em 45 dias no Palácio da Polícia Civil, na região central da cidade de São Paulo, e vai prestar orientação à delegacias de todo o Estado.

“Com essa iniciativa, as nove milhões de pessoas com deficiência de São Paulo poderão ter um tratamento especializado no atendimento policial”, destacou Alckmin. O programa de inclusão social é pioneiro no Brasil e resultado de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

“A nova delegacia vai valorizar, acima de tudo, a dignidade da pessoa, respeitando os direitos individuais das pessoas com deficiência, que podem ter mais dificuldade em pedir ajuda à polícia”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

Na primeira unidade, que será instalada no prédio da Polícia Civil – Rua Brigadeiro Tobias, 527 -, atuarão duas equipes em conjunto. A primeira, com policiais; a segunda, coordenada por um sociólogo, contará com assistentes sociais e psicólogos.

A delegacia vai contar com um Centro de Serviços de Apoio, composto por uma equipe multidisciplinar que vai identificar o tipo atendimento a ser prestado, por exemplo, se o ideal para o surdo atendido é a linguagem de sinais (Libras) ou a leitura labial (oralismo). Os policiais da unidade e também de outras delegacias serão treinados na Academia de Polícia Civil (Acadepol).

O decreto prevê também a instalação de unidades especializadas em outros municípios. “Com esse decreto, todo cidadão será atendido de maneira igualitária”, concluiu o secretário da Segurança.

def2Direitos Humanos

Segundo a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, a utilização de ferramentas de comunicação específicas para as pessoas com deficiência, além de um lugar adaptado para recebê-las, vai fazer com que elas se sintam acolhidas e passem a denunciar crimes dos quais forem vítimas ou testemunhas.

“É preciso tirar da sombra essa questão [do atendimento especializado a pessoas com deficiência]. Esse programa tem relação com os Direitos Humanos. Todo cidadão tem o mesmo direito e, com a delegacia, vamos ampliar esse conceito em São Paulo”, analisou Linamara.

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