Parceria de polícias com cidades é essencial, diz Grella


O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defendeu parcerias das polícias com as administrações municipais para implantação de medidas de combate à violência, durante participação no 58º Congresso Estadual de Municípios, nesta sexta-feira (21), em Campos do Jordão – a cerca de 170 quilômetros de São Paulo.

O evento foi organizado pela Associação Paulista de Municípios (APM). Veja mais fotos do congresso na página do Reticência Jornalística no Facebook e ouça a íntegra da palestra no final deste texto.

Entre as políticas adotadas, Grella destacou a importância da Atividade Delegada para ampliar o patrulhamento nas cidades. O projeto possibilita que policiais militares auxiliem as cidades durante suas horas de folga.

Além de aumentar o efetivo nas ruas, o convênio contribui para a redução de indicadores criminais. “Taubaté já reduziu 50% dos furtos e roubos desde o início da operação”, disse Grella.

Lançada na Capital, em 2009, a Atividade Delegada já está em 37 cidades do estado. Na última quarta-feira, o governador Geraldo Alckmin ­– que palestra no evento neste sábado (22) – autorizou a implantação da ação em Santos, Lençóis Paulista, Quatá e Iperó.

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Gabinetes regionais

O secretário destacou também a criação dos Gabinetes Metropolitanos de Gestão Estratégica da Segurança Pública (Gamesp), que são fóruns de discussão de ações integradas de prevenção, repressão e redução da criminalidade.

O órgão é formado por prefeituras, representantes locais das policias Civil, Militar e Federal, além das guardas municipais, secretarias estaduais, Ministério Público, Poder Judiciário e sociedade civil.

“Essa é uma prática saudável, que nos coloca ao lado dos municípios, para conhecer seus problemas”, disse Grella. “Uma política de segurança pública não pode estar baseada apenas no aparato policial, é preciso fazer parcerias com os municípios, para que não somente os efeitos sejam combatidos, mas também as causas da violência.”

Seis regiões do Estado já contam com os trabalhos do Gamesp: Região Metropolitana de Campinas, Baixada Santista e Vale do Ribeira, Vale do Paraíba e Litoral Norte, Jundiaí, Piracicaba e Região Metropolitana de São Paulo.

Medidas estruturais

O secretário também explicou que a SSP tem investido para diminuir a subnotificação de crimes, que tem impacto no planejamento da prevenção e da investigação de crimes.

Por isso, foi realizada uma ampliação da Delegacia Eletrônica no final do ano passado para permitir o registro, pela Internet, de roubos e roubos de veículos.

“Com a ampliação da Delegacia, queremos eliminar a subnotificação de crimes para observarmos números mais próximos da realidade”, afirmou.

Além disso, para atacar a cadeia econômica em torno do crime de roubo e de furto de veículos, cujas peças são comercializadas irregularmente, o secretário explicou que o governador Geraldo Alckmin sancionou em janeiro uma lei que regulamenta os desmanche de veículos.

“Em 2 de julho, entra em vigor no Estado a Lei dos Desmanches”, destacou o secretário.

Para chegar a este resultado, a legislação prevê que as empresas que atuam na compra de veículos para desmonte sejam responsáveis pelas peças até a venda ao consumidor final, no chamado “ciclo completo”.

A medida visa impedir a comercialização de partes de veículos sem o controle rígido, o que terá impacto em fraudes e a venda de materiais roubados ou furtados. Para isso, cada peça terá um sistema de rastreabilidade.

“Esperamos uma redução gradativa dos furtos e roubos de veículo, crime este que está relacionado com os latrocínios em 50% dos casos.”

Grella também falou sobre a resolução, de novembro do ano passado, que desobriga a Polícia Militar de preservar locais de roubo onde são encontrados veículos roubados ou furtados, a menos que sejam flagrantes.

“Para liberar os policiais para os trabalhos ostensivos, definimos que não é caso de preservação para perícia o ponto de encontro de veículos que não tenham relação com crimes violentos, como homicídios e latrocínios”, explicou Grella.

A medida fez com que caísse em 65,87% os locais preservados pela PMs em que foram encontrados veículos roubos ou furtados.

“Antes, em alguns casos, policiais militares e viaturas ficavam no local por até quatro horas, sem necessidade.”

Em janeiro de 2013, a Polícia Militar precisou preservar 293 locais para perícia, em que objetos e veículos eram encontrados. Um ano depois, o número caiu para 100 preservações em janeiro deste ano.

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