Com homicídios em queda, Grella divulga perfil do crime em SP


O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, apresentou o primeiro perfil das vítimas de homicídio em São Paulo, na noite de sexta-feira (23). Os dados serão divulgados mensalmente com as estatísticas criminais, que no primeiro quadrimestre apontaram uma queda de 2,45% nas mortes intencionais no Estado.

“O perfil com de causas de motivações dos homicídios é uma medida de transparência que contribui para a melhora das políticas de segurança pública”, disse o secretário. “Cerca de 46% desses crimes estão relacionados a outros delitos, como tráfico de drogas”, exemplificou.

motivação do homicídio

Das 1.606 vítimas de homicídios ocorridos entre janeiro e abril do ano, 84,5% foram homens e 13,6%, mulheres, de acordo com os dados reunidos com base sistema que a Polícia Civil utiliza para fazer o registro digital dos boletins de ocorrência (RDO).

“Os números que divulgamos a partir de agora são dados objetivos colhidos no registro inicial da ocorrência, ou seja, antes do início do inquérito policial”, afirmou Grella.

A taxa de homicídios nos últimos 12 meses permaneceu em 10,32 casos a cada 100 habitantes do Estado, número próximo da média indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 10 registros.

Os dados mostram que as mulheres morrem em 63,2% dos casos de homicídio entre casais e em 83,3% das mortes com sinais de violência sexual.

Pretos e partos foram vítimas fatais de 66,6% das ocorrências de linchamento da qual resultaram mortes, os demais não tiveram a cor da pele identificada pela polícia.

A maior parte dos mortos intencionalmente (48,9%) tem pele preta ou parda. Pessoas brancas foram assassinadas em 46,2% das ocorrências do quadrimestre.

Quase metade dos casos (48,1%) terminou com a morte de adultos entre 20 e 39 anos, conforme o gráfico abaixo. Além disso, 23,6% dos crimes resultam do chamado conflito interpessoal, ou seja, entre conhecidos, familiares ou companheiros de relacionamento.

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Crimes contra o patrimônio

A partir deste mês, o site da Secretaria passa a publicar ainda a taxa anual de roubos e furtos de veículos em relação à frota paulista.

A série histórica começa em 2003, quando foram 14,7 roubos ou furtos a cada mil veículos, chegando a 8,77 no ano passado. Os dados são baseados nas estatísticas criminais da SSP e em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

“Em 10 anos, a taxa aponta que houve uma redução de cerca de 40% nos roubos e furtos de veículos”, ressaltou o secretário.

Com esse dado inicial, a partir de junho, será divulgado também o perfil de furtos e roubos em São Paulo, que assim como a descrição dos homicídios, é uma iniciativa inédita no país.

A análise que será feita ajudará a criar mais medidas contra os roubos, que aumentaram 29,7% em abril.D00020654

“Para combater esse crime, é preciso uma ação abrangente, porque diversos Estados têm o mesmo problema. Uma dessas ações é o aperfeiçoamento legislativo. É preciso lutar contra a impunidade”, enfatizou.

Os crimes de rua poderão ser rapidamente identificados com o investimento a implantação do Detecta, sistema inteligente de monitoramento de crimes que está sendo implantado em São Paulo em parceria com a polícia de Nova York. O investimento do Governo foi de R$ 10 milhões.

“O serviço vai integrar informações de todos os bancos de dados das polícias e disponibilizar as informações do acontece, em tempo real, a todos os policiais em serviço. O sistema aprimora a inteligência e a investigação com mais de 10 mil alertas automáticos sobre crimes”, explicou o secretário.

Além disso, o secretário lembrou a lei dos desmanches, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin em janeiro, que pretende acabar com os comércios irregulares de peças usadas de automóveis.

A legislação prevê que as empresas que atuam na compra de veículos para desmonte sejam responsáveis pelas peças até a venda ao consumidor final, no chamado “ciclo completo”.

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Foto: Yuri Domingues (SSP-SP)

Furtos e roubos de celular

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, determinou que o número de série de celulares seja incluído nos registros de furtos, roubos e perdas desses aparelhos.

“A medida facilitará o bloqueio dos celulares, para que não possam ser usados por receptadores. Para isso, o sistema RDO já foi adaptado”, disse. Com isso, os proprietários de aparelhos recuperados poderão ser mais facilmente identificados.

Todos os boletins de ocorrência desses casos passarão a incluir os números de IMEI (International Mobile Equipment Identity) de celulares, que é um número único de identificação de aparelhos, independente de operadoras ou país de utilização.

O número consta na consta na documentação entregue na compra dos aparelhos, como a nota fiscal. O bloqueio impossibilita o uso do celular.

Em prévia dos números que também serão divulgados a partir do mês que vem, o secretário informou que em 25,9% do total dos furtos, o criminoso leva o celular da vítima – sendo em 17,7% apenas o aparelho e em 8,2% também outros objetos. Nos roubos, o índice total é de 57,9%.

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