Canil da PM completa 65 anos


O Canil Central da Polícia Militar completou este mês 65 anos de serviços à população do Estado de São Paulo. A solenidade de aniversário da unidade, que faz parte do Comando de Policiamento de Choque, aconteceu na manhã da última terça-feira (29), na zona norte da Capital, com a presença do secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que recebeu medalha em alusão ao cinquentenário da unidade.

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O canil começou a funcionar em 15 de setembro de 1950, quando o então capitão da Força Pública Djanir Caldas trouxe da Argentina técnicas da cinotecnia, uma ciência que estuda – entre outras coisas – o comportamento dos cães. Os trabalhos começaram com quatro cães da raça Pastor Alemão, também vindos também do país vizinho ao Brasil.

Atualmente, o Canil Central conta com 52 cães treinados de nove raças diferentes, entre elas, pastores alemães e belgas e labradores. A unidade, que é subordinada ao 3º Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq) “Humaitá”, conta com cerca de 120 agentes e 24 viaturas. Ao todo, há 294 cães treinados em todo o Estado.

Para ingressar na unidade, os animais passam por testes comportamentais, morfológicos e genéticos. Os cães selecionados passam por um treinamento que dura de um ano a um ano e meio, em média. Eles trabalham até os oito anos e, após a aposentadoria, são encaminhados para adoção. Nesse processo, tem prioridade o PM que trabalhou por mais tempo com o cão.

A Polícia Militar conta com 23 canis setoriais espalhados pelo Estado, além da unidade central paulistana. Apenas na Região Metropolitana de São Paulo, há três unidades: em Osasco, Franco da Rocha e Suzano. O 1º Grupamento de Bombeiros (GB), sediado no Cambuci, no Centro de São Paulo, também conta com um canil.

As demais 19 unidades ficam no interior paulista: em Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Campinas, Jaú, Marília, Panorama, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Sorocaba, Tatuí e Taubaté.

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Produtividade

“É muito importante relembrar a história da PM e do Canil, este importantíssimo instrumento de combate à criminalidade, às drogas, ao narcotráfico e também de auxílio à vida nos resgates”, afirmou Moraes durante o evento.

Este ano, os cães do Choque participaram de oito buscas e capturas, 93 varreduras antibombas e 131 procuras de drogas. O efetivo da unidade prendeu 72 pessoas em flagrante e abordou outras 6.206, além de ter fiscalizado 1557 carros e motos. De janeiro até agora, foram apreendidos 8,5 quilos de maconha e 9 kg de cocaína.

Caso Eduardinho

Em meados da década de 1950, o trabalho do canil ganhou repercussão com o resgate do menino Eduardo Jaime Benevides, na época com três anos e meio, na Serra da Cantareira. “Eduardinho”, como ficou conhecido, havia sido sequestrado perto de sua casa e cerca de 100 policiais participaram das investigações.

Contudo, ao lado do soldado Muniz de Sousa, foi o cão Dick quem encontrou a criança, em meio à floresta, chorando, dentro de um buraco de um metro e meio de profundidade. O canil, que estava para ser fechado, ganhou destaque em todo o Estado. Dick recebeu do governo estadual uma coleira de prata e ficou conhecido como um herói.

Com colaboração de Nathalia Manzaro.

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