Decorativo

Michel Temer passou os quatro primeiros anos do governo de Dilma Rousseff como vice decorativo, segundo ele próprio avaliou. O quinto ano, ou o primeiro do segundo mandato, passou como conspirador e golpista.

Daí ao primeiro ano completo de seu próprio governo ilegítimo, tem demostrado que não apenas era um vice, mas agora é um presidente da República decorativo, subordinado unicamente aos interesses de empresários e do próprio bolso.

1070032-ant_15.03.2017_04551

Continuar lendo

Greve geral

Outro dia, tivemos uma greve geral. O presidente Michel Temer, em seu universo paralelo, com certeza pensou que era algo para apoiá-lo.

Em São Paulo, João Doria, o trabalhador, disse em entrevista à rádio Jovem Pan (que um dia prestou) que os grevistas são pessoas preguiçosas que acordam tarde. Oras…

Continuar lendo

Suprema arrogância

“Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, não é, não?”, disse rindo a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, Carminha para os íntimos, ao tomar posse da presidência do Supremo Tribunal Federal.

Ela havia sido questionada pelo colega que transmita o cargo, Ricardo Lewandowski, se ela seria uma presidente ou uma presidenta. Isso aconteceu em 10 de agosto de 2016 e demonstrou que a suprema senhora precisa estudar mais seu idioma nativo.

Continuar lendo

Leitor raiz

O leitor raiz tem uma visão romântica do livro. O leitor raiz tem prazer em folhear as obras. O leitor raiz suspira ao sentir um cheiro de páginas novas – e também adora o perfume dos antigos. O leitor raiz fica encantado com o amarelado de um livro velho. O leitor raiz vai me corrigir, dizendo que não há livros velhos, mas clássicos.

Já o leitor nutella pouco se importa se o livro não tem orelhas nem pensa duas vezes antes de dobrar uma página para marcá-la. O leitor nutella não se importa se as páginas são offset (brancas) ou pólen (levemente amareladas). O leitor nutella sequer tem problemas em ficar horas lendo no computador e espirra com livros empoeirados.

Continuar lendo

A fé na avenida

A origem do carnaval é mais ou menos pagã (pelo menos aos olhos dos cristãos). Os religiosos conservadores abominam a festa que antecede a quaresma, a paixão e a ressurreição de Jesus. Mas em poucas épocas do ano se fala tanto em religião quanto durante o reinado de Momo.

Ora, você pode dizer que eu estou ficando maluco. Não estou. E vou mostrar isso. Os enredos de todas (todas) as escolas do grupo especial paulistano que desfilaram no sambódromo faziam referências diretas ou indiretas à fé ou a religiões.

Continuar lendo