A menina dos meus sonhos

Uma menina de pele morena, cabelos negros e longos soltos sobre o rosto, uniforme azul marinho e blusa rosa para aquecer as manhãs geladas; a ponta do nariz avermelhada por causa de uma rinite alérgica que hoje está curada. A última carteira da fileira da metade de uma sala de escola já pequena para mim era ocupada por ela.

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Mil dias, mil vezes

O que são mil dias para uma pessoa que já viveu mais de oito mil? Essa fração pequena pode ser irrelevante, nesse ponto de vista, mas representa muito para quem descobriu que, apenas com isso, teria a eternidade toda nas mãos.

Digo isso porque hoje, dia 13 de agosto de 2015, a Bruna e eu completamos o primeiro milhar de manhãs e noites desde que começamos a namorar, em 17 de novembro de 2012. É muito tempo, mas, ainda assim, tão pouco.

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Retórica dos namorados

Mas é tempo de tornar àquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa e o trecho da rua em que morávamos. Verdadeiramente foi o princípio da minha vida; tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia…

Eu não podia tirar os olhos daquela criatura de quase quatorze anos (completaria em dezembro), pequena, delicada e magra, que vestia um uniforme azul marinho com um timão vermelho e marrom. Os cabelos sempre estavam soltos e não eram tão compridos assim. Morena, olhos da cor do sol poente, tinha a boca divinamente desenhada e um sorriso encantador.

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A resposta

Príncipe,

ao contrário do que pensas e como disseste ontem, em carta, eu não me esqueci. Enquanto caminhava até minha casa logo depois do teu pedido e da nossa despedida, olhava para o céu na esperança de obter também uma resposta. Queria entender por que Deus não me dera a oportunidade de me sentir mais perto Dele antes. Porque naquele dia, meu amor, foi para o céu que você me levou.

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O pedido

Princesa,

hoje se completam dois anos desde o dia em que te fiz aquela pergunta, enquanto nos despedíamos na praça, pouco antes de eu entrar em um ônibus rumo à escuridão da noite de primavera. Não sei por que, setecentos e trinta dias depois, você ainda não me olhou nos olhos para responder a palavra por tanto tempo esperada.

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