A fé na avenida

A origem do carnaval é mais ou menos pagã (pelo menos aos olhos dos cristãos). Os religiosos conservadores abominam a festa que antecede a quaresma, a paixão e a ressurreição de Jesus. Mas em poucas épocas do ano se fala tanto em religião quanto durante o reinado de Momo.

Ora, você pode dizer que eu estou ficando maluco. Não estou. E vou mostrar isso. Os enredos de todas (todas) as escolas do grupo especial paulistano que desfilaram no sambódromo faziam referências diretas ou indiretas à fé ou a religiões.

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Prosa porque não consegui versos

O homem e a mulher, quando se amam, são como a composição de uma poesia, ele e ela em versos intercalados. Ainda que tudo seja diferente, a rima torna os fins iguais e é isso o que os completa.

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Retalhos de almas

Afinal, todos somos como Lord Voldemort. Queremos deixar partes da nossa alma espalhadas pela cidade afora, para que sejamos imortais. Claro que ele, com as horcruxes, queria algo diferente de nós.

Só queremos ser lembrados como alguém que marcou alguém.

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Dorianas paulistanas

A cidade está morrendo.
Vermes já estamos corroendo suas entranhas.
Tudo começa a apodrecer ao redor.
O corpo frio perde as cores.
Como as paredes dorianas, fica cinza.

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A criança amaldiçoada

J. K. Rowling tem, com Harry Potter, a mesma dificuldade que Arthur Conan Doyle teve com Sherlock Holmes: a personagem fez um sucesso estrondoso e o público nunca aceitou o fim das aventuras, obrigando o autor a “ressuscitá-lo” (no caso de Sherlock, literalmente) para que os leitores pudessem se deliciar. Conan Doyle fez isso muito melhor do que Rowling tenta agora fazer.

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